Um projeto maravilhoso como este e o governador fica implantando escola civico militar...
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sábado, 7 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Vídeo do Projeto educacional em São Paulo, Ginásios Vocacionais acabaram no início da Ditadura Militar.
https://www.youtube.com/watch?v=DIrcHbrra74
sábado, 23 de agosto de 2025
terça-feira, 1 de julho de 2025
domingo, 26 de janeiro de 2025
GVive - Associação de Ex-Alunos e Amigos dos Ginásios Vocacionais: Participações da GVive em Eventos em prol da Educa...
domingo, 15 de outubro de 2023
domingo, 17 de julho de 2022
Videos
Acervo da GVvive sobre filmes
sobre Vocacional e Educação
1. Ensino
Vocacional (1968). Maurice Capovilla/Ruda de Andrade
2. Sete
Vidas Eu Tivesse... (2006) Jose Mauricio Oliveira
3.
Vocacional Uma Aventura Humana (2011) Toni Venturi
4. Ensino
Vocacional em 9 Minutos (2011) Camila Teresa
5.
Ginásio Vocacional 40 Anos depois (2012) - Jacque Manfrin/Stela Jordy
6. Vocacional
Noturno > 2017 Antônio Assiz
7. Paulo
Freire Contemporâneo – Toni Venturi
Acervo da
GVive - Filmes sobre Educação
1. Educação.Org - Série de 6 filmes: Luiz
Bolognozi e Lais Bodansky > 6 vídeos84.2014. 1. Teaser Oficial
2. 2. Levanta o Braço
3. 3. Diretor de
Harmonia
4. 4. Eu Acredito
5. 5. Linha na Pipa
6.
6. Escola do Futuro.
7. Tarja Branca - Cacau Rhodem
8. Quando sinto que já sei – Antônio Lovato
9. Uma professora muito maluquinha
-Ziraldo...
10.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
sábado, 23 de outubro de 2010
OS COLÉGIOS VOCACIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO OU
QUINZE ANOS DE SEPULTURA
Maria Nilde Mascellani
Outubro/1984.
Depois de 15 anos da extinção dos Colégios Vocacionais eles ressurgem na memória de muitos educadores, na busca de explicações entre pesquisadores e na ânsia de informações entre estudantes secundaristas e universitários.
Experiência controvertida... Por ela passaram mais de 8000 alunos, 400 professores (com mais de 2 anos de permanência), 7000 professores em situação de treinamento e estágio, funcionários técnicos, burocráticos e braçais além das famílias de alunos e membros da comunidade. Segundo os professores Antonio Cândido de Mello e Souza e Lauro de Oliveira Lima (Revista Visão, janeiro/1970 – “Ensino Vocacional: Renovação ou Revolução?”) foi a experiência mais significativa na educação pública brasileira até aquela década.
Extinta em junho de 1969 pela repressão policial-militar que a caracterizou de subversiva e contrária aos interesses da segurança nacional, criou a partir daí um novo capítulo de sua própria história: o penoso Inquérito Policial-Militar que durou de 1970 a 1973 envolvendo alunos, professores, funcionários e até mesmo pais. Hoje dele se fala como se já tivesse ocorrido há muito tempo. Em nenhum lugar a não ser nos arquivos dos órgãos de segurança, ficaram registradas as marcas daqueles dias e daquelas noites (quase 4 anos) de prisões, interrogatórios intermináveis, torturas, devassas nas escolas e nas casas particulares, punições arbitrárias executadas com o objetivo não mais de destruir a experiência (pois ela já havia sido declarada “legalmente” extinta) mas de destruir as lideranças, de calar as vozes e paralisar as mãos.
E esta experiência, segundo a afirmação de um religioso amigo, funcionou como a diáspora dos tempos apostólicos do início do cristianismo.
Aparentemente morta, está na vida de todos quantos por ela passaram, bem ou mal sucedidos. Para alguns a marca profunda da descoberta de uma nova educação, de uma resposta coerente e inventiva para as indagações da juventude brasileira. Para outros, a pedra de toque que testou com coragem as raízes do conservadorismo e outros “ismos” que será preferível não comentar. Objeto de amor para tantos jovens, professores e famílias que dela puderam sugar em profundidade sua filosofia. Objeto de ódio para aqueles que por ela foram caracterizados como o joio da educação e da cultura. Ervas daninhas que floresceram no caldo suculento da ditadura, do autoritarismo, alimentando todas as expressões de seu oportunismo.
Se nos dias atuais assistimos o ressurgimento das idéias e dos ideais contidos na experiência dos Colégios Vocacionais da rede pública do Estado de São Paulo, de outro assistimos com tristeza o espetáculo camaleônico de transformação de figuras medíocres e autoritárias em “autoridades constituídas” das repartições públicas da educação neste mesmo Estado. Certamente, contradições de um período de governo democrático que convive com o ranço do antigo regime, por sinal ainda presente no Governo Central.
Animador para todos os educadores é andar por São Paulo e pelo Brasil e sentir como a experiência ressurge na vida profissional dos que a viveram, na busca de contribuição para as formulações educacionais que hoje se fazem necessárias. E diante do marasmo que invade as mentes depois de um longo período de esvaziamento cultural muitos professores estão a refletir aquela experiência; para alguns ela deveria ser retomada, para outros deveria servir de quadro de inspiração para propostas atuais, para outros ela aparece como algo imaginário, fantástico e distante, para outros ainda, ela evidencia o quanto se perdeu em matéria de educação após o enrijecimento político de 1968.
Os Ginásios e Colégios Vocacionais foram transformados no início dos anos 70 em Ginásios Comuns. E nunca o nome foi tão próprio. Eles se tornaram escolas comuns ao sistema vigente. E tal foi o nível de comunhão entre eles e o sistema que a educação que neles vem se realizando, foi de nível bastante inferior ao das escolas comuns da antiga rede. A ordem estabelecida não permitiu que ficasse “pedra sobre pedra”. Visitamos o Colégio Oswaldo Aranha do Brooklin e algumas das cidades do interior onde funcionavam Ginásios Vocacionais. O que se observa na paisagem, no espaço físico, encontra um correspondente nas mentalidades dos educadores que os assumiram. Os jardins e espaços livres foram substituídos por muros e estacionamento de carros; as janelas abertas, por grades com cadeados; as salas de trabalho, por grandes depósitos de equipamentos quebrados. Um dos Ginásios do Interior, apesar da elevada demanda de alunos na cidade, é em grande parte um depósito de coisas velhas da Prefeitura. O que dizer então das mentes? Para que nada ressurgisse neste tempo quase passado se adotou uma “pedagogia funerária”. Era necessário que todos enterrassem qualquer lembrança do que nestes espaços se viveu.
Estamos agora no tempo de ressuscitar aqueles capítulos da história da educação. Há uma efervescência entre professores e estudantes na busca do novo ou do necessário. É sempre surpreendente para auditórios estudantis ou de magistério descobrir ou saber de algo mais a respeito desta controvertida experiência. Sente-se um desejar ter vivido aqueles momentos; sente-se também a vontade de construir algo semelhante. Muitos têm nos procurado para debates mais aprofundados sobre a questão educacional hoje e dentre eles alguns estão assumindo a árdua tarefa de ajudar a resgatar esta memória. Há os que pretendem elaborar teses de pós-graduação universitária a partir de questões suscitadas pela experiência dos Colégios Vocacionais da rede publica.
Fica porém para todos nós a grande responsabilidade de registro e divulgação da experiência na sua totalidade. Mesmo com as imensas dificuldades por não se ter materiais documentais, pois a maioria deles foi retirada dos ginásios na violenta invasão que sofreram no dia 12 de dezembro de 1969 por parte da Polícia e do Exército. Não contentes começaram a levar o que encontraram nas devassas que faziam em muitas de nossas casas.
Mas o que os policiais e os militares talvez não saibam é que a verdadeira História não morre. Ela está dentro de cada um que a viveu e será publicada um dia, para que os jovens das novas gerações saibam o que já se fez, saibam que neste País alguns educadores já deram muito de suas vidas por um Brasil livre. E alguns ainda vivos cantam em coro a defesa de seus ideais, o canto da libertação educacional – “Sete vidas eu tivesse, sete vidas eu daria...”
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Artigo publicado no número especial de comemoração de 100 anos do jornal Diário Popular – “Um século de lutas pela liberdade” – de 08 de novembro de 1984, p. 52.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Deseja também elaborar projeto experimental a ser levado e experimentado em Ongs, fundações, escolas particulares e escolas públicas, talvez como uma classe experimental como aconteceu em Socorro em 1957 - Classe Experimental do Instituto Narciso Pieroni.
O lema da GVive é "por um ensino público, gratuito e de qualidade"
O cadastro da GVive (ainda incompleto) tem sido feito por levantamento boca a boca, graças à memória de cada um dos colegas do vocacional. Por passar mais de 4 anos em período integral, cada ex-aluno sabe de cor nome e sobrenome de seus colegas de turma.
Além da recuperação documental, a GVive trabalha também com o recolhimento de informações via oral. O GT Memória da GVive vem trabalhando desde 2005, entrevistando pais, amigos, professores, diretores e diretores ligados ao vocacional, para complementar a falta de documentos confiscados(pelo exército e alguns queimados quando da invasão ao mesmo tempo, das seis unidades vocacionais em 12 dezembro de 1969- época da ditadura.
Ultimamente vem saindo na imprensa que documentos estão sendo liberados a consulta pública. A GVive deseja participar e poder ter acesso a todos documentos que foram indevidamente recolhidos.
Passados 40 anos claramente se percebe que houve erro de avaliação daqueles que estavam no comando. Eles tinham medo que a escola fosse comunista.
Eles apenas acabaram com a melhor experiência em educação publica no pais.
E não tiveram a competência de colocar nada em seu lugar.
Luigy Marks (Luiz C.Marques)
sábado, 19 de junho de 2010
Diretoria Executiva:
Presidente: Luiz Carlos Marques (Luigy) - T63
Vice-Presidente: Shigueo Watanabe Jr. - T65
Diretoria de Finanças e Administração: Paulo Ângelo Martins Jr. - PÔ - T68
Ações: Pagamentos e controles bancários, anuidades, doações, balanços, balancetes, documentação.
Diretoria Social e Cultural: Ana Rosalina Rodrigues Vaz de Andrade - T69
Ações: Eventos, seminários, palestras, caravanas, mostras de vídeo e fotográficas, área social e esportiva, bazar, eventos artísticos, supervisiona cadastro, site e neswletter.
Colaboradoras
Eventos: Ângela Antunes - T70
Cultura: Vanda - T64
Diretorias Adjuntas:
Diretoria de Captação e Recursos: Luiz Henrique Mello - Lou - T63
Ações: Busca de parcerias financeiras e culturais e patrocínio. Iniciar projetos.
Diretoria de Educação e Pesquisa: Esméria Rovai – RAV
Ações: Formar um Centro de Memória Virtual em nosso site com direcionamento para pesquisa (CMEUSP e Cedic); Desenvolver novas publicações, palestras, kits de apresentações; Redimensionar o Grupo de Memória; Iniciar um projeto experimental de educação nos moldes do vocacional voltado para os dias atuais.
Colaboradores
Daniel Chiozzini – Filho de professores
Profª Nobuko Wada
GT Memória: Renata Delduque - T68
Diretoria de Cadastro e Informática: Imma Marques - associada
Ações: Edição e inserção de conteúdos para o site, cadastro, newsletter, Ning, Twitter, Facebook, Orkut e Blogues em conjunto com a diretoria social e cultural.
Colaboradores
Cadastro: Liety Jussara Pucca – T73 (colegial)
Site (revisão de conteúdo): Paulo Ricardo Simon – T66
Diretoria Jurídica: Armando Varroni - T65
Ações: Documentação, cartórios, estatutos, projetos e lei Rouanet.
Diretoria de Multimídias: Marco Otavio Baruffaldi - T63
Ações: Gravações em áudio e vídeo de entrevistas e eventos; Desenvolver produtos: DVDs, Kits, Banners, flyers e adesivos; Assessoria de imprensa.
Colaboradores
Cine e Vídeo:
Satie Wada - T72
Luis Bacci - T69
Artes Gráficas: Osnei F. Rocco - T69 Barretos --- Cristian Rosell Marques - colaborador - flash
Assessoria de Imprensa:
José Maurício Oliveira - T63
Edna Meire - T63
Dulce Rosell Marques - Jornalista UOL TV- colaboradora
Diretoria de Relações Institucionais:
Maria Aparecida Schoenacker (SEV) e Ângelo Schoenacker (Supervisor de Artes Industriais)
Ações: Contatos com instituições, visitas e representações.
Conselho Fiscal:
Ações: Controle Financeiro
Titulares:
Paulo Ricardo Simon - T66
Waldery Mazza - T62
Zaíra de Abreu - T69
Suplentes:
Carlos Martins - T72
Hans Müller - T72
Ricardo Martins - T71
Diretorias Seccionais (Nacionais e Internacionais):
Ações: Cada unidade fará suas atividades (contatos, eventos e ações) em parceria com GVive São Paulo.
Americana:
Alcimar Lima - T62
Barretos:
Elisete Greve Tedesco - T70
Dalton Souza Genestreti Jr -T66
Marilda Solon Teixeira Botessi - T66
Batatais:
Pérsio de Almeida Rezende Ebner - T65
Ricardo José Cavallini - T75
Rio Claro:
Antonio Carlos Sarti - T65
Carlos Alberto Hoffmann - T64
Virgínia Bonatti de Mello - T63
São Caetano do Sul:
Jane Lamattina - T68
São Paulo:
Zaíra de Abreu - T69
Japão:
Evelyn Kukota - T72
Portugal:
Tina Palmas - T70
EUA:
Marcelo Andrade - T65
Canadá:
Heinrick Karl Junior - T65
Daniel Araújo - T69
GV São Caetano do Sul
1968 - Instalação do Ginásio Vocacional em São Caetano do Sul – Ginásio Estadual Vocacional de Vila Santa Maria (com duas turma em meio período)
Anos 60, vários segmentos experimentais estavam em desenvolvimento no Estado de São Paulo. Cada uma dessas variantes, acreditava ter encontrado a solução para a educação. Ao invés de somar, naquilo que havia logrado êxito, alguns setores da Academia, trocavam farpas. Geralmente o alvo eram os Vocacionais, que gozavam de certa liberdade e de verbas. Só isso já era motivo de ciúmes.
Uma das queixas sobre os vocacionais, dizia que eles eram elitistas. Que eram vertidos para as classes mais favorecidas.
Para provar o contrário, a coordenadora do SEV, propôs criar uma unidade na região do ABC, uma área particularmente só de trabalhadores.
E para mostrar que era viável, propôs ao invés de período integral, testar a escola de meio período.
A Cidade escolhida foi São Caetano do Sul. Luigy - Luiz Carlos Marques
Depoimento:
São Caetano do Sul (o C do ABC, na Grande São Paulo) se desenvolveu em função do pólo industrial. Portanto, era uma região habitada, em sua grande maioria, por operários. Conclusão: o dinheiro era curto e as perspectivas de futuro não eram lá grande coisa. Os filhos desses operários, como eu, meus irmãos e amigos, estudavam em escolas públicas, localizadas nos bairros onde morávamos. No meu caso, na Vila Santa Maria, que foi escolhida para abrigar a Escola Vocacional, na Alameda Conde de Porto Alegre”.
“O ensino público na época não era dos piores - não se compara ao que vemos hoje -, mas não dava para competir. Quando começou a construção do edifício do então Vocacional, lembro-me do falatório da "rádio peão". Ninguém sabia ao certo o que seria aquela escola: Vocacional!? Que história era aquela. Falava-se em uma escola em que o aluno fazia um teste "vocacional" para entrar. A confusão entre Vocacional e "vocação" nunca foi desfeita, porque não chegamos - os militares não deixaram - a conhecer o que hoje se conhece como um ousado conceito pedagógico. Neusa Spaulucci - Jornalista -
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Tese de Doutorado sobre os vocacionais
Acreditamos que esta tese será um divisor de aguas.
Estivemos presentes, Eduardo Amos e eu na defesa.
Luigy
Sala dos vocacionais e classes experimentais no CMEUSP
Recentemente este centro de memória, através de uma das coordenadoras: Dra. Carmem Moraes Vidigal, conseguiu a doação de vasto material do SEV, via Silvana Mascellani, irmã de Maria Nilde.
Cerca de 40 caixas, entre livros, documentos, fotos e fitas k7, foram higienizados e colocados em caixas adequadas.
Agora todo esse material será listado para referência do mesmo no site do
centro de memória e assim referendar a parceria com nossa associação.
Para o desenvolvimento desse trabalho, o Centro de Memoria da FEUSP disponibilizou uma sala para higienização e reuniões abertas a GVive.
O trabalho de higienização foi feito na maior parte pela colega Maria Claudia Nascimento, prof e diretora aposentada e ex aluna da turma das classes experimentais de Socorro onde foi aluna de Olga Bechara e Maria Nilde nos anos de 58 a 61.
Com base nessa parceria a GVive organizou uma Mostra de Video sobre as Classes Experimentais, Escolas Experimentais e os Ginásios Vocacionais.
Nessa mostra fez-se uma linha do tempo, mostrando alguns momentos importantes da educação no Estado de São Paulo, no Brasil.
Graças ao trabalho e dedicação voluntária de Maria Claudia ex aluna da turma da 1959 da Classe Experimental de Socorro, e sua dedicação e pesquisa historica do Instituto Narciso Pieroni de Socorro, foi possivel descobrir e desenvendar muitos "nós" sobre as escolas experimentais.
Maria Claudia Nascimento, Luigy - da GVive e o Centro da Memória da Fac.Ed. da USP,na pessoa da Iomar e Fernanda, estão trabalhando para trazer a publico muito do material sobre os vocacionais e escolas experimentais.
A GVive, representada pelo seu presidente, tambem participou na buscas, contatos e aprendizado em higienização de documentos.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
2010 novas aventuras
Eduardo Amos e Luigy, presentes à Defesa de Doutorado de Daniel F. Chiozzini, na FAC. EDUCAÇÃO UNICAMP.
06/02 Reinicio das atividades sociais da GVive e comemoração do aniversario de Ana Rosalina - Bar Memorial.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Eventos da GVive em 2009
Dia 10 de novembro USP
Mostra de Video no auditório do CMEFUSPr na Fac.Educ da USP Mostra de Video Vocacionais e Escolas Experimentais
Dia 20 nov Batatais - E.E.Candido Portinari Mostra de Video sobre os Vocacionais
Dia 21 nov Batatais
nauguração do Espaço Memória Vocacional na E.E. Candido Portinari - Prof Ricardo Cavallini,Coordenador, Prof. Edmilsom, Vice Diretor, João Fantaccini, Presidente da Assoc. Clube GVCP e Luigy, presidente da GVive.
Dia 25/26 nov
Seminário - Sesc Av Paulista II Seminário GVive de Educação
Em 5/12
V Encontro de final de ano dos alunos e professores dos vocacionais 5/12 no Bar Morena Flor com exibição do Video "ginásios vocacionais - 40 anos depois.
12 dez 2009 - Rio Claro
10 hs Abraço ao Chanceler Raul Fernandes - unidade vocacional - 40 anos da invasão e Fechamento dos Vocacionais em 12/12/1969.
Mostra de Video vocacionais no Teatro do Centro Civico de Rio Claro
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Breve Histórico do Serviço de Ensino Vocacional
A iniciativa das Classes Experimentais foi do Dr. Gildásio Amado, Diretor do Ensino Secundário do Ministério da Educação. Estávamos em meio à década de 50 quando foi aprovada pelo Ministério da Educação uma portaria autorizando escolas secundarias e institutos de educação a implantar o que foi chamado de classes experimentais.
O sistema de ensino à época era fortemente centralizado, um verdadeiro bloco monolítico que uniformizava conteúdos e formas de avaliação do Oiapoque ao Chui. Havia uma portaria ministerial que regulava o ensino secundário, a portaria 501 que só foi anulada com a aprovada da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1962. A proposta divulgada para todo o Brasil suscitou interesse de grupos de educadores, desejosos de escapar da camisa de força que lhe era imposta.
No Estado de São Paulo, equipes de professores enviaram ao Ministério seus projetos, os quais, depois de aprovados, puderam ser instaladas. Desta forma, tivemos as Classes Experimentais na rede escolar pública e particular.
Estávamos vivendo ainda a forte influência da cultura francesa cujos primórdios no Brasil datam do Império. Foi assim que tiveram grande influência em São Paulo as linhas pedagógicas do Instituto Pedagogique de Paris e do Centre Pedagogique de Sèvres. Esta situação foi reforçada ainda mais quando se soube que o governo francês oferecia muitas bolsas de estudo a professores brasileiros.
É preciso que se registre que o pensamento de grande parte dos docentes era francamente favorável à importação de modêlos europeus ou americanos. Assim tivemos projetos de várias escolas inspiradas nos métodos de Morrison (americano), do padre Fauvre (francês) e de Mme. Hattiguais (francês), quase todos caracterizados por novas praticas de ensino.
No Estado de São Paulo, na rede pública secundária, tivemos as Classes Experimentais nos Institutos de Educação Narciso Pieroni (Socorro), Instituto de Educação Alberto Comte (Capital), Instituto de Educação Culto à Ciência (Campinas), Instituo de Educação Macedo Soares (Capital) e Instituto de Educação de Jundiaí.
As Classes Experimentais estavam no terceiro ano de funcionamento quando o Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Dr Luciano Vasconcellos de Carvalho visitou Socorro. Teve contato com a direção da escola, com professores e alunos. Esta visita o deixou muito bem impressionado. Ele havia visitado as experiências educacionais européias e americanas, portanto, guardava também a idéia de reprodução destes modelos.
Na Inglaterra ficou sensibilizado com o que vira na Escola Compreensiva.
Com base em tudo o que constatara e com o firme objetivo de renovar a educação em São Paulo foi que o Dr Luciano me chamou a São Paulo para uma primeira conversa.
De 1957 a 1961 lecionava como professora efetiva do Curso Normal de Formação de Professores Primários do Instituto Narciso Pieroni. Desde o final de 1957, havia assumido também a função de orientadora pedagógica das Classes Experimentais, cujo projeto elaborei com a colaboração de alguns colegas.
* Na época estavam presentes em Socorro Ligia Furquim Sim, Maria Nilde Mascellani e Olga Thereza Bechara.( Luigy)
O encontro com o secretario resultou numa proposta. A meu ver, bastante ambiciosa. Por que não ampliar a experiência de Socorro para muitas cidades do Estado de São Paulo e fazer dessas novas escolas centros de capacitação de professores e de debate sobre uma nova pedagogia?
As conclusões desses encontros desembarcaram na formação de uma comissão mista de professores do Ensino Técnico e do Departamento de Educação responsável este ultimo pelo ensino propedêutico.
A razão de ser da comissão mista se prendia ao modo pela qual se garantiria a nível estadual a legalidade das novas escolas. Assim, a saída encontrada foi a de incrustar no projeto de lei estadual em curso um capitulo que criava os ginásios vocacionais – denominação que carregou por muito tempo sérias contradições.
Aprovada a lei estadual, ficou estabelecido que os ginásios educacionais, poderiam ser instalados na rede de ensino propedêutico e na rede de ensino técnico industrial. Com o decorrer do trabalho, a prática revelou a intencionalidade do Secretário. Os ginásios vocacionais foram instalados de forma autônoma e subordinadas ao Serviço de Ensino Vocacional órgão criado com base no artigo 25 da lei recém promulgada. O S.E.V. surgia assim como terceira via entre as alternativas de sistema de ensino no Estado de São Paulo.
Coube àquela Comissão redigir o texto de regulamentação da lei, em forma de decreto. Fizemos parte desta comissão ao lado de Oswaldo de Barros Santos, Paulo Guaracy Silveira, Gilberto Grande, do Departamento de Ensino Profissional e Luis Contier, diretor do Colégio Estadual Alberto Comte (Capital), defensor da multiplicação de classes experimentais pela orientação pedagógica de Sévres.
Durante quatro meses redigimos o texto do decreto que logo foi assinado pelo governador, na época, Carvalho Pinto, politicamente próximo do PDC (Partido Democrata Cristão), em 1961.
Encerrada a tarefa de redação do decreto, a referida comissão foi desfeita tendo sido eu convidada para assumir a coordenação do SEV (Serviço de Ensino Vocacional), órgão ligado diretamente ao gabinete do secretário.
Esta condição nos criou sérias dificuldades no relacionamento com os demais departamentos da secretaria. E problemas mais sérios após o golpe militar de 64.
Convivemos durante nove anos (tempo de vida dos vocacionais)com pressão de todo tipo. Na Secretaria de Educação era visível o interesse de alguns setores na revogação da legislação que permitiu essa experiência educacional.
Foram instaladas em 1962, três unidades de ginásio vocacional, respectivamente na capital, em Americana e Batatais.
Em 1963, foram instalados os ginásios vocacionais de Rio Claro e Barretos. Já nesse ano estavam previstos novas unidades em Jundiaí, São Sebastião, São Carlos, Sorocaba, Campinas, Bauru, São Jose do Rio Preto, Presidente Prudente, Marilia e São Bernardo (10).
O critério para escolha das cidades era o seguinte:
1) possuir um prédio escolar disponível e sujeito a reformas e ampliações;
2) índice satisfatório de demanda escolar;
3) parceria com a prefeitura no tocante ao prédio;
4) aceitar a nova proposta educacional
No tocante à visão política do secretario, era necessário:
1)instalar unidades de modo a cobrir no prazo curto prazo, cidades-sedes da região;
2)ampliação da rede na direção das regiões do interior;
3)contar com a adesão política do prefeito e deputados da região.
Enquanto estudávamos os critérios, fazíamos a previsão dos recursos para a implantação das unidades, os deputados estaduais se digladiavam na Assembléia Legislativa na disputa por um ginásio vocacional em sua cidade ou região. Em 1965 havia em tramitação 158 projetos de lei criando novos ginásios vocacionais. Para conter a onda política foi necessário criar um dispositivo que regulamentasse a situação. Foi um decreto do governador(*), garantindo aos deputados a liberdade de criar escolas, porém, a indicação das mesmas para funcionar como vocacional ficava sujeita à avaliação do órgão técnico da secretaria da Educação. À medida que, naquele momento, atenuou-se à demanda, acabou sendo um instrumento burocrático que impediu a instalação de novas unidades vocacionais.
De qualquer forma, nas cidades que esperavam o seu ginásio vocacional, houve mobilizações de professores e estudantes em torno de uma educação nova e progressista.
Contudo, em comunidades menores, como foi o caso de São Sebastião e Taubaté havia a expectativa de uma escola profissionalizante nova, progressista.
Em 1964, cinco ginásios vocacionais foram instalados e funcionavam regularmente. Entretanto, o Serviço do Ensino Vocacional viveu ao longo de sua existência (nove anos) um processo de permanente tensão, pois os setores governamentais do governo Ademar de Barros usaram de todos os meios para derrotar o Ensino Vocacional, no que sempre foram apoiados pelo Departamento de Educação da Secretaria de Educação.
Posteriormente, em 1968, foram criados: o ginásio vocacional de São Caetano do Sul, o ginásio vocacional noturno e o colegial (2o.ciclo).
* Governador Ademar de Barros.
Texto de autoria de Maria Nilde Mascellani, pesquisado por Luigy e Maria CLaudia(ex aluna de Socorro) no Centro de Memória CMEFEUSP.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Educação -Painel do Leitor da Folha de S.Paulo
Resposta:
"Concordo em parte com o historiador José de Anchieta Nobre de Almeida ('Painel do Leitor', 3/4).
Entendemos perfeitamente o valor que os Cieps do governador Brizola tiveram, mas isso foi em época posterior. Os Cieps foram criados na década de 80 por Darcy Ribeiro, quando era secretário da Educação no Rio de Janeiro, no governo de Leonel Brizola.
Muito antes do modelo de escola citado, havia outros modelos de escolas experimentais que a revolução fechou e nada trouxe para o lugar delas, quase apagando a memória delas dos anais sobre educação.
Vários experimentos educacionais tiveram pleno êxito, como a escola experimental de Socorro (1957/1962) e os ginásios vocacionais no Estado de São Paulo (1961/1969). Outras experiências tiveram êxito, como o Experimental da Lapa, de Jundiaí, de Campinas, Macedo Soares, Alberto Conte, Escola de Aplicação e outras.
Os ginásios vocacionais foram uma das maiores e bem-sucedidas experiências educacionais que aconteceram neste país. A importância de sua coordenadora, professora Maria Nilde Mascellani, foi tão grande que o Ciep de Americana foi inaugurado em 2007 com seu nome - o prefeito era do PTB.
A ditadura acabou com escolas maravilhosas sem trazer outra experiência em seu lugar. Poderia até ter colocado escolas como a de Agulhas Negras (de elite) para o povo em geral. Quem sabe?
Quem sabe os Cieps, as escolas vocacionais e as experimentais estariam funcionando até hoje.
Os valores caíram em desuso, e a educação parece perdida e sem rumo.
Mas nem tudo está perdido, só está faltando coragem politica. Não precisamos de prédios escolares, e sim de método e pedagogia vocacional ou tupiniquim, que já existe.
Será que nunca mais surgirão secretários de Educação como Luciano de Carvalho em São Paulo e Darcy Ribeiro no Rio?"
LUIZ CARLOS MARQUES, GVive - Memória Viva do Vocacional (São Paulo, SP)
A Pedagogia é uma jaboticaba?
“A ESCOLA PODE MUDAR A VIDA DAS POPULAÇÕES MAIS POBRES....”
Será que a escola pode mudar somente a vida das populações mais pobres? Não estaria aí embutido um preconceito?
Ainda será que a nossa escola pública faz parte de um sistema educacional com “uma disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si e que funcionam como estrutura organizada” segundo o dicionário?.
Será que temos hoje um sistema educacional capaz de gerar transformações ou estamos ainda bastante atrelados à troca de experiências com especialistas internacionais na busca de uma pedagogia adequada a exemplo de outros paises em especial Cuba.
Não somos contra a troca de experiências bastante válida, mas nos rebelamos com a falta de memória da nossa historia da educação que despreza experiências bem sucedidas em especial as acontecidas nos anos 60 com as chamadas escolas renovadas entre as quais cito O Sistema de Ensino Vocacional , uma experimentação de educação pública comunitária , de formação do cidadão que validada deveria atingir a toda a escola publica do estado de São Paulo, que assim como outras experiências foi extinta pela Ditadura Militar mas também pelo lobby da educação privada de grupos que queriam garantir seu espaço elitista.
Ângelo Schoenacker ex- supervisor do Serviço de Ensino Vocacional




